Exilado na cidade
Minha varanda tem janelas
que luzem mais que estrelas.
Sobre as nuvens, não há cadentes
e conto pra fugir do tédio.
Há pouco o Sol
desceu latente,
em um ocaso
atrás dos prédios.
Minha varanda tem motores
que piam mais que pássaros.
Entre os prédios, não há palmeiras
e canto pra fugir do exílio.
Agora um Sabiá
enfim gorjeia,
em algum poste
ou algum fio.
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